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  1. Durante muito tempo, acreditou-se que as novas gerações priorizariam aluguel, mobilidade e experiências em vez da compra da casa própria. Mas os dados mais recentes mostram que essa percepção está mudando rapidamente. Segundo um levantamento da Brain Inteligência Estratégica, realizado em parceria com a ABRAINC (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias), 59% dos brasileiros entre 21 e 28 anos pretendem comprar um imóvel em 2026, tornando a Geração Z a faixa etária com maior intenção de compra do país. O percentual supera a média nacional, que ficou em 49%, e revela uma mudança importante no comportamento dos consumidores. Mesmo em um cenário de juros elevados, inflação e maior cautela econômica, os jovens continuam enxergando o imóvel como uma forma de construir patrimônio, conquistar estabilidade financeira e investir na própria qualidade de vida. Essa transformação já começa a influenciar o desenvolvimento de novos empreendimentos em todo o Brasil e também impacta o mercado imobiliário de alto padrão, especialmente em cidades como Curitiba. A Geração Z ainda quer ter um imóvel, mas procura algo diferente. Se antes o sonho da casa própria estava associado apenas à conquista de um patrimônio, hoje ele também está ligado ao estilo de vida. A nova geração busca imóveis que acompanhem sua rotina e ofereçam mais praticidade, conforto e flexibilidade. Entre os principais fatores considerados na decisão de compra estão: localização estratégica; mobilidade urbana; tecnologia integrada; ambientes para home office; áreas compartilhadas; sustentabilidade; boa infraestrutura; segurança. Mais do que comprar metros quadrados, a Geração Z procura investir em lugares que proporcionem uma experiência melhor de viver. Essa mudança explica por que tantos empreendimentos passaram a oferecer coworkings, academias, espaços gourmet, lavanderias compartilhadas, bicicletários e áreas voltadas ao bem-estar. O imóvel deixa de ser apenas um endereço e passa a fazer parte da rotina. A casa própria continua sendo sinônimo de segurança Apesar da ideia de que os jovens preferem apenas experiências e liberdade, os dados mostram outra realidade. Em um cenário econômico marcado por incertezas, possuir um imóvel representa: segurança financeira; estabilidade; independência; proteção patrimonial; planejamento para o futuro. Essa visão ajuda a explicar por que a intenção de compra segue elevada mesmo com a taxa Selic em patamares altos. O imóvel continua sendo percebido como um investimento sólido no longo prazo. Tecnologia deixou de ser diferencial e virou requisito Uma geração que nasceu conectada naturalmente espera que os imóveis acompanhem esse comportamento. Hoje, recursos como: fechaduras digitais; automação residencial; infraestrutura para internet de alta velocidade; tomadas USB; controle de iluminação; aplicativos para gestão condominial; já fazem parte das expectativas de muitos compradores. Mas tecnologia, sozinha, já não basta. Ela precisa melhorar a experiência de morar. Sustentabilidade também influencia a decisão de compra Outro aspecto muito presente entre os jovens compradores é a preocupação com a sustentabilidade. Esse comportamento também aparece em estudos da consultoria McKinsey & Company, que mostram um crescimento contínuo da preferência dos consumidores por produtos e serviços alinhados a práticas sustentáveis. No mercado imobiliário, isso se traduz em maior interesse por empreendimentos com eficiência energética, certificações ambientais e soluções que reduzam custos operacionais ao longo do tempo. No mercado imobiliário isso aparece através de empreendimentos que oferecem: eficiência energética; reaproveitamento de água; iluminação natural; ventilação cruzada; áreas verdes; bicicletários; infraestrutura para carros elétricos. Mais do que reduzir impactos ambientais, essas soluções também melhoram o conforto e reduzem custos de manutenção ao longo do tempo. J8 Imóveis. O alto padrão também está mudando Essa transformação não acontece apenas no mercado de imóveis compactos. Ela também influencia o segmento de alto padrão. O comprador premium de hoje, inclusive os mais jovens que começam a construir patrimônio ou recebem sucessões familiares, busca imóveis que entreguem uma experiência completa. Em vez da ostentação, cresce a valorização por atributos como: arquitetura autoral; localização privilegiada; iluminação natural; integração com áreas verdes; plantas inteligentes; conforto acústico; privacidade. É uma mudança que acompanha uma tendência já observada em Curitiba: o luxo deixou de ser sinônimo de excesso e passou a estar muito mais ligado à qualidade de vida. Curitiba conversa naturalmente com essa nova geração Poucas cidades brasileiras reúnem tantas características valorizadas pelos compradores contemporâneos quanto Curitiba. Ao longo das últimas décadas, a capital paranaense consolidou uma reputação ligada a: planejamento urbano; mobilidade; áreas verdes; bairros arborizados; arquitetura contemporânea; qualidade de vida. Esses atributos fazem com que bairros como Batel, Bigorrilho, Ecoville, Cabral e Campo Comprido continuem atraindo compradores que desejam unir conforto, conveniência e valorização patrimonial. No segmento de alto padrão, esse movimento é ainda mais evidente. Quem compra um imóvel premium em Curitiba normalmente busca um conjunto de fatores que vai muito além da metragem. Procura localização, arquitetura, exclusividade e uma rotina mais equilibrada. O mercado imobiliário já responde a esse comportamento As incorporadoras perceberam rapidamente essa mudança. Hoje, muitos lançamentos são planejados pensando não apenas na planta ou na fachada, mas na experiência de quem vai morar. Ganham espaço empreendimentos que oferecem: espaços de convivência; academias completas; áreas wellness; coworkings; rooftops; serviços compartilhados; soluções inteligentes para o dia a dia. No alto padrão, essa evolução também aparece em projetos assinados por grandes escritórios de arquitetura, com forte integração entre paisagismo, design e funcionalidade. É uma arquitetura pensada para melhorar a rotina, e não apenas impressionar visualmente. O futuro do mercado passa pelas novas gerações A entrada da Geração Z no mercado imobiliário representa muito mais do que uma renovação do perfil dos compradores. Ela marca uma mudança na forma como as pessoas entendem o ato de morar. O imóvel continua sendo patrimônio, mas também passa a representar bem-estar, flexibilidade, praticidade e qualidade de vida. Para cidades como Curitiba, essa transformação acontece de maneira bastante natural. Afinal, muitos dos atributos valorizados pelos jovens compradores, como urbanismo organizado, arquitetura de qualidade, sustentabilidade e equilíbrio entre cidade e natureza. já fazem parte da identidade local. O mercado de alto padrão também acompanha essa evolução Na J8 Imóveis, acompanhamos de perto as transformações do mercado e entendemos que o alto padrão de hoje vai muito além de acabamentos sofisticados. Os compradores buscam imóveis que façam sentido para o estilo de vida que desejam construir, valorizando arquitetura, localização, bem-estar e potencial de valorização no longo prazo. É justamente essa visão que orienta nossa seleção de imóveis e empreendimentos em Curitiba, conectando nossos clientes às melhores oportunidades do mercado premium. Quer conhecer imóveis que representam essa nova forma de morar? Explore os empreendimentos da J8 Imóveis e descubra como arquitetura, localização e qualidade de vida se unem para criar experiências únicas no alto padrão curitibano.

  2. Você já ouviu falar que o zinco é importante para a imunidade, mas sabe exatamente por quê? Esse mineral, muitas vezes lembrado apenas em épocas de gripes e resfriados, auxilia no funcionamento do sistema imune — diretamente ligado à forma como nosso corpo se defende de vírus e bactérias. Neste post, vamos explicar como o zinco age no sistema imunológico, quais são as necessidades diárias desse mineral, onde encontrá-lo na alimentação e o que pode acontecer quando ele está em falta. Como o zinco fortalece o sistema imunológico? O zinco auxilia o funcionamento do metabolismo, o crescimento, a reparação de tecidos e o funcionamento adequado das defesas do organismo. Uma de suas principais funções é auxiliar na manutenção das células imunes — verdadeiros "soldados de defesa" que ficam prontos para proteger o corpo contra invasores. “O zinco participa diretamente do desenvolvimento e da ativação dos glóbulos brancos, especialmente os linfócitos”, explica a nutricionista Maria Luísa Repula. “Sem quantidade suficiente deste mineral, essas células perdem parte da capacidade de reconhecer e combater vírus e bactérias com eficiência”. Além disso, o mineral contribui para a renovação das células do sistema imune, tem papel antioxidante e favorece a cicatrização. Também está envolvido em diversas outras reações no corpo, incluindo o metabolismo da vitamina A e a saúde de unhas e cabelos. “Por isso, manter níveis adequados de zinco é importante para o funcionamento normal do sistema imunológico e para a manutenção da saúde de forma geral”, resume Maria Luísa. Qual a quantidade diária recomendada de zinco? As recomendações de zinco variam conforme idade, sexo e condições fisiológicas. De acordo com as Dietary Reference Intakes, elaboradas pelo comitê do Food and Nutrition Board/Institute of Medicine (FNB/IOM) com a colaboração de cientistas canadenses e estadunidenses, Para adultos, a ingestão diária recomendada é de 11 mg para homens e 8 mg para mulheres. No caso de idosos, os valores recomendados permanecem os mesmos, mas há que se considerar outras questões. “É importantíssimo avaliar fatores como redução da ingestão alimentar, alterações gastrointestinais e menor absorção de nutrientes, que podem aumentar o risco de inadequação e deficiência [nesta fase]”, orienta a nutricionista. Como obter as quantidades necessárias? Ostras, frutos do mar, peixes, aves e carnes bovinas são algumas das melhores fontes de zinco. RDNE Stock project/Pexels. O zinco é obtido principalmente pela alimentação — e uma alimentação equilibrada costuma suprir as necessidades diárias da maioria das pessoas. Entre as melhores fontes estão carnes bovinas, aves, peixes e frutos do mar — com destaque para as ostras —, além de leite e derivados. Entre os alimentos de origem vegetal, o mineral está presente em feijões, lentilhas, grão-de-bico, castanhas, sementes de abóbora e cereais integrais. No entanto, sua absorção a partir dessas fontes pode ser menor devido à presença de fitatos, substâncias que se ligam ao zinco no intestino e reduzem seu aproveitamento pelo organismo. Por isso, pessoas que seguem dietas vegetarianas ou veganas estritas precisam consumir uma quantidade maior desses alimentos ou considerar a suplementação. Suplementar zinco também é uma opção para quem, por motivos como ingestão inadequada, demandas aumentadas ou restrições alimentares específicas, não consegue obter toda a quantidade do mineral necessária por meio da alimentação. Nestes casos, os produtos Maltta Nutrition são opções confiáveis e de qualidade. Eles trazem o zinco isolado — Zinco ou Zinco Quelato — ou em compostos com outros nutrientes como a vitamina D e a vitamina C. Quais os sintomas da deficiência de zinco? A falta de zinco pode se manifestar de formas diferentes em cada pessoa, dependendo da intensidade e da duração da inadequação nutricional. De maneira geral, alguns sinais mais comuns incluem alterações do paladar e do olfato, queda de cabelo, dificuldade de cicatrização, alterações na pele, perda de apetite e maior sensação de cansaço. “Do ponto de vista imunológico, a ingestão insuficiente de zinco pode comprometer o funcionamento adequado das células de defesa, resultando em uma resposta imune menos eficiente”, explica Maria Luísa. Por isso, é fundamental manter uma ingestão adequada de zinco por meio de hábitos alimentares saudáveis e, quando necessário, com o apoio da suplementação, sempre orientada por um profissional de saúde. Para quem busca esse suporte, a Maltta oferece diferentes opções com zinco, desenvolvidas para atender perfis e necessidades específicas: Vitamina C + Zinco Quelato; Zinco + Vitamina D3; Zinco e Zinco Quelato Mais. Para o público infantil, formulados conforme as dosagens permitidas pela ANVISA para o público infantil, a linha Malttinha Kids conta com Cálcio + Vitamina D + Vitaminas C, B6, B12 e Zinco e o Zinco Kids, formulado exclusivamente com o mineral. Conheça esses e outros produtos no site da Maltta Nutrition!

  3. Motoristas enfrentam bloqueios na PR-151 durante obra de novo viaduto em Ponta Grossa O trecho da PR-151 que fica na saída de Ponta Grossa sentido Palmeira, nos Campos Gerais do Paraná, começou a ter bloqueios temporários devido a obras. As interrupções totais iniciaram nesta sexta-feira (10) e têm previsão de continuarem pelo menos até o dia 21 de julho (terça-feira). O motivo é o transporte e o lançamento das vigas que vão integrar o viaduto que está sendo construído na estrada, que está sendo duplicada. As informações são do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR). "Durante o lançamento das nove vigas, haverá bloqueios totais da rodovia por períodos de até 45 minutos. Para reduzir os impactos aos usuários, os trabalhos ocorrerão preferencialmente no período noturno, das 20h às 5h, ou aos finais de semana", aponta o órgão. ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp Ainda de acordo com o DER-PR, a medida é para viabilizar que as equipes executem os serviços diretamente sobre a pista. A movimentação de transporte das estruturas também exigirá bloqueios totais temporários em horários alternados durante o dia. Veja as opções de desvios mais abaixo. Independentemente do período, após cada etapa o trânsito será totalmente liberado nos dois sentidos até a completa dissipação das filas, garante o órgão estadual. As interrupções ocorrerão entre o km 338+737 e o km 343+910. A recomendação é que os motoristas reduzam a velocidade ao se aproximarem da área, respeitem a sinalização local e programem as viagens com antecedência para evitar retenções. "A previsão do DER-PR é de que as operações sejam concluídas dentro do prazo estipulado. No entanto, os serviços na estrutura poderão sofrer alterações no cronograma ou até mesmo adiamentos caso as condições climáticas na região sejam desfavoráveis, como em cenários de chuvas ou ventos fortes", diz o DER-PR. Bloqueios temporários afetam trânsito na PR-151 DER-PR Leia também: Feminicídio: Vídeos mostram desespero de vizinhos que tentaram salvar mulher de ser morta pelo companheiro dentro de casa trancada Previsão do tempo: Após frio e geadas, tempo 'vira' e parte do Paraná entra em alerta de temporais; veja onde Sorte: Nota Paraná sorteia prêmios de R$ 100 mil e R$ 50 mil; veja de onde são os ganhadores 🗺️Desvios da PR-151 O trecho da PR-151 que liga Ponta Grossa a Palmeira possui cerca de 40 km de extensão. O desvio mais rápido é seguindo pela BR-376 e acessando a BR-277 sentido Palmeira cortando pela Colônia Witmarsum ou pelo retorno na região de São Luiz do Purunã. A primeira opção soma cerca de 80 km, e a segunda totaliza aproximadamente 88 km. Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Leia mais notícias em g1 Paraná

  4. Pai é flagrado chutando filha de três anos, no Paraná O pai que chutou a filha de três anos em Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná, não foi preso quando as imagens da agressão vieram à tona porque, naquele momento, não havia situação de flagrante, segundo a Polícia Civil (PC-PR). A prisão preventiva só foi determinada pela Justiça após o avanço das investigações. No vídeo, o homem aparece caminhando com a menina e o enteado, de cinco anos. Em certo momento, ele para e dá um chute na filha, que cai no chão. Depois, os três continuam caminhando. Assista acima. Ele não teve o nome divulgado. ✅ Siga o g1 Foz do Iguaçu e região no WhatsApp O crime aconteceu no último domingo (5), em uma rua da cidade. A mãe da menina registrou um boletim de ocorrência dois dias depois, na terça-feira (7), logo após descobrir a agressão a partir de um vídeo nas redes sociais. No dia seguinte, quarta-feira (8), o homem compareceu à delegacia espontaneamente, prestou depoimento e foi liberado por conta da ausência de flagrante, que só ocorre quando o crime está sendo cometido ou logo após a prática da agressão. Pai é flagrado chutando a filha em Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná. Reprodução Mesmo com o homem sendo liberado, o caso continuou em investigação. De acordo com o delegado Ricardo Moraes, o enteado do suspeito, de cinco anos, também foi vítima de violência em uma ocasião anterior ao vídeo. O menino apresentava marcas no rosto e a suspeita é de que ele tenha sido agredido com um cinto ou um pedaço de madeira. A partir disso, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva do homem e o pedido foi aceito pela Justiça, que determinou o mandado de prisão na quinta-feira (9). Ele está na cadeia de Francisco Beltrão, sem prazo para ser liberado. O pai, que passou por audiência de custódia, está sendo representado pela Defensoria Pública. Segundo a corporação, a prisão preventiva tem como objetivo proteger as vítimas e também permitir que testemunhas possam relatar outros episódios de violência sem medo do agressor. A polícia também ouviu a mãe da menina, os avós maternos e um tio materno. Os familiares do pai ainda não foram ouvidos porque moram em Santa Catarina e não mantinham contato próximo com ele, mas poderão ser chamados para prestar depoimento. Como o investigado está preso, o prazo para conclusão do inquérito é de 10 dias, contados a partir da prisão. Há possibilidade de prorrogação, se necessário. Mais sobre o caso: 'Quando eu olhei para trás, ele deu o chute nela', conta testemunha 'Culpam as vítimas', aponta especialista sobre violência contra crianças Entenda por que bater em crianças é crime e o que a lei prevê nesses casos Pai diz ter chutado filha porque ela estava chorando O caso Pai é flagrado chutando filha de três anos, no Paraná Reprodução Nas imagens, o homem aparece andando com as crianças, para e chuta a menina, que cai no chão. Um homem se aproxima e tenta intervir, mas é confrontado pelo pai. Depois, a criança se levanta e os três continuam caminhando. Segundo a Polícia Civil, a menina não ficou ferida. O homem que aparece nas imagens confrontando o pai é o empresário José Fernandes. Ele disse que foi ameaçado pelo homem ao tentar defender a criança. Após a família deixar o local, José Fernandes buscou as câmeras que provocaram o início da investigação. Após a denúncia da mãe da criança, o suspeito disse na delegacia que chutou a filha porque ela estava chorando. Em depoimento, chorou e disse estar arrependido do que fez. LEIA TAMBÉM: Miraselva: Cabeleireiro é encontrado morto, sem roupas e com sinais de estrangulamento Londrina: Policial é investigado após agredir caminhoneiro durante abordagem Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Leia mais notícias no g1 Paraná.

  5. Polícia mira esquema que desviou mais de R$ 8,3 milhões de empresa em Curitiba Duas pessoas envolvidas no sequestro de um empresário de Curitiba trabalhavam na própria empresa da vítima, segundo a Polícia Civil (PC-PR). A participação das ex-funcionárias foi identificada durante as investigações do crime, ocorrido em setembro de 2024, e que também revelou um esquema de desvio de R$ 8,3 milhões do negócio. Veja mais abaixo. Na manhã desta sexta-feira (10), a polícia cumpriu 27 mandados judiciais em Curitiba, São José dos Pinhais, Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana, e Porto Alegre (RS). Até a última atualização desta reportagem, não havia o balanço de quantas pessoas foram presas na ação. ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp As investigações começaram após o sequestro do empresário, de 58 anos, dono de uma empresa de produtos médicos, em setembro de 2024. Segundo a polícia, o crime foi planejado por uma ex-gerente administrativa da empresa, responsável pelo setor financeiro, que foi presa em abril deste ano. Além dela, uma segunda ex-funcionária, familiares e pessoas próximas também teriam participado da ação criminosa, conforme a investigação. Sete pessoas foram presas na época do crime por envolvimento no caso que visou extorquir mais de R$ 3 milhões da vítima, segundo a polícia. Sequestro de empresário leva polícia a esquema que desviou mais de R$ 8,3 milhões de empresa em Curitiba PCPR Com o avanço das investigações, a Polícia Civil identificou que o mesmo grupo já desviava dinheiro da empresa enquanto as suspeitas ainda trabalhavam no local. Os envolvidos emitiam boletos fraudulentos em nome de empresas de fachada criadas pelo próprio grupo. “Como essas funcionárias atuavam diretamente no controle do fluxo das ordens bancárias, conseguiram realizar diversos pagamentos que originaram um prejuízo de R$ 8,3 milhões. Paralelo a isso, montaram uma rede de pessoas que recebiam esses valores e transacionavam entre elas de forma a tentar dificultar o seu rastreio”, explica o delegado Emmanoel David. Ao todo, a polícia identificou a participação de 11 pessoas e o pagamento de 46 boletos fraudulentos entre janeiro e setembro de 2024. Relembre o caso Vídeo mostra momento em que empresário é sequestrado em Curitiba O empresário foi sequestrado em 17 de setembro de 2024 depois que criminosos simularam uma batida de trânsito no Jardim Botânico. Após ser rendido, ele foi obrigado a fazer transferências bancárias. Os suspeitos tentaram obter cerca de R$ 3 milhões, mas o plano foi interrompido quando o gerente do banco desconfiou da movimentação financeira e acionou a polícia. O carro dele foi localizado incendiado horas após o crime, no bairro Boqueirão, em Curitiba. A vítima foi encontrada no dia seguinte em Monte Castelo, no Norte de Santa Catarina. Carro do empresário foi encontrado incendiado RPC Os vídeos mais assistidos do g1 PR: Leia mais notícias do g1 Paraná.

  6. Como se cadastrar no Nota Paraná Além de dois prêmios de R$ 100 mil e dois de R$ 50 mil, os sorteios do Nota Paraná realizados nessa quinta-feira (9) também distribuíram premiações de R$ 1 mil, R$ 100 e R$ 50 a consumidores cadastrados no programa. A coordenação do Nota Paraná explica que o sorteio deste mês foi em dobro em razão do adiamento da premiação de junho. Ao todo, 200 prêmios de R$ 1 mil foram sorteados. No entanto, até a publicação desta reportagem a equipe do Nota Paraná só teve acesso ao resultado de 100 ganhadores, referentes ao sorteio de junho. Veja as cidades dos ganhadores mais abaixo. ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp Ao g1, a coordenadora do programa, Marta Gambini, explicou que não há previsão para o sistema liberar os dados dos prêmios menores do sorteio referente ao mês de julho. Os prêmios de R$ 100 mil saíram para uma moradora de Ipiranga, na região dos Campos Gerais, e para um morador de Matelândia, no oeste do estado. Já os prêmios de R$ 50 mil foram para uma moradora de Curitiba e para um morador de Andirá, no norte pioneiro. Outros 16 mil participantes foram contemplados com R$ 100, e o sorteio também distribuiu R$ 50 para 70 mil moradores do Paraná. ➡️Para consultar se você foi um dos ganhadores, basta conferir o seu saldo no programa. O acesso deve ser feito pelo aplicativo ou pelo site do Nota Paraná. Leia também: Lances a partir de R$ 30: Leilão on-line no Paraná oferta 68 veículos, equipamentos e peças Veja: Vídeos mostram desespero de vizinhos que tentaram salvar mulher de ser morta pelo companheiro dentro de casa trancada Previsão do tempo: Após frio e geadas, tempo 'vira' e parte do Paraná entra em alerta de temporais; veja onde 📍Cidades dos ganhadores de R$ 1 mil no Nota Paraná Nota Paraná premiou moradores de 48 cidades com R$ 1 mil Jonathan Campos/AEN 1 ganhador de Almirante Tamandaré 1 ganhador de Ângulo 2 ganhadores de Arapongas 1 ganhador de Balneário Camboriú (SC) 1 ganhador de Brasília (DF) 1 ganhador de Cacoal (RO) 2 ganhadores de Campo Largo 1 ganhador de Campo Mourão 6 ganhadores de Cascavel 1 ganhador de Castro 1 ganhador de Caxias do Sul (RS) 1 ganhador de Céu Azul 1 ganhador de Cianorte 2 ganhadores de Colombo 1 ganhador de Colorado 31 ganhadores de Curitiba 1 ganhador de Curiúva 1 ganhador de Engenheiro Beltrão 1 ganhador do exterior 5 ganhadores de Foz do Iguaçu 1 ganhador de Francisco Beltrão 1 ganhador de Goioxim 1 ganhador de Guarapuava 1 ganhador de Guaratuba 1 ganhador de Jaguariaíva 1 ganhador de Lidianópolis 6 ganhadores de Londrina 1 ganhador de Mandaguaçu 1 ganhador de Marechal Cândido Rondon 1 ganhador de Marialva 4 ganhadores de Maringá 1 ganhador de Marmeleiro 2 ganhadores de Pato Branco 2 ganhadores de Piraquara 4 ganhadores de Ponta Grossa 1 ganhador de Rolândia 1 ganhador de Santa Tereza do Oeste 4 ganhadores de São José dos Pinhais 1 ganhador de Tijucas do Sul 1 ganhador de Toledo 1 ganhador de Umuarama 1 ganhador de Uraí 🧾 Como participar das premiações do Nota Paraná? Para participar do Nota Paraná, é preciso fazer cadastro no site ou aplicativo do programa. É necessário que os contribuintes incluam o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) nas notas fiscais ao realizar uma compra para começar a concorrer. Conforme as regras do Nota Paraná, o consumidor recebe um bilhete automaticamente com a primeira compra do mês. Após isso, um novo cupom pode ser gerado a cada R$ 200 em notas. *Com colaboração de Vitória Smarci, estagiária do g1 Paraná, sob supervisão de Millena Sartori. Vídeos mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias do estado em g1 Paraná

  7. Motorista de 42 anos morre e filho de 13 fica gravemente ferido em acidente na PR-444 Uma mulher morreu ao se envolver em um acidente em Arapongas, no Norte do Paraná, na noite desta quinta-feira (9). De acordo com a Polícia Rodoviária Estadual (PRE), o filho dela também estava no veículo e ficou ferido. A vítima foi identificada pela Polícia Científica de Apucarana como Francielle Faiolla, de 42 anos. ✅ Siga o canal do g1 Londrina no WhatsApp Segundo o relatório da corporação, o carro que Francielle dirigia bateu contra a traseira de um caminhão na PR-444, no sentido Arapongas a Mandaguari. Após esta primeira colisão, o automóvel também bateu de frente contra um segundo caminhão que estava no sentido contrário. A mulher não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local. O filho dela - um adolescente - foi socorrido por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado a um hospital de Arapongas. Os caminhoneiros, de 37 e 32 anos, fizeram teste do bafômetro e nenhum acusou o consumo de bebida alcoólica. Não há informações do que causou a colisão. Francielle estava dirigindo o carro que bateu contra dois caminhões, em Arapongas. PRE/Redes sociais Leia também: Trabalhadores paraguaios: Adultos e menores de idade são resgatados de situação análoga à escravidão em colheita de mandioca no Paraná Relembre o caso: Secretário de prefeitura do Paraná é preso depois de descumprir medidas cautelares Vídeo: Pai que chutou filha de três anos é preso VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.

  8. Há um século, a história da vinícola portuguesa Caves Messias se escreve em cada vindima, cada garrafa e cada brinde compartilhado. São 100 anos de respeito ao terroir e de olhar cuidadoso para a elaboração de vinhos reconhecidos internacionalmente pela altíssima qualidade. A experiência e o profundo conhecimento permitem que a Messias elabore quase todos os estilos de vinhos em algumas das principais denominações de Portugal – Douro, Dão e Bairrada –, culminando em um portfólio de qualidade impressionante, dos espumantes aos fortificados. Há 100 anos a Caves Messias continua controlada pela mesma família. Divulgação. Fundada em 1926, por Messias Ferreira Baptista, em Mealhada, na região da Bairrada, atualmente a empresa é administrada pela quarta geração da família. A sede, construída entre 1938 e 1943, ainda hoje é a principal unidade de produção da empresa. Quinta do Valdoeiro, Bairrada Situada em Vacariça, Mealhada, a Quinta do Valdoeiro foi adquirida pela Família Messias nos anos 1940. Considerada uma das mais belas e bem estruturadas propriedades agrícolas da região da Bairrada, atualmente conta com 150 hectares, 70 dos quais plantados com vinha. Além de uvas portuguesas, a vinícola usa também variedades internacionais como no Quinta do Valdeiro Chardonnay. Divulgação. Entre as características do terroir, estão solos de baixa fertilidade, o clima temperado quente e seco, as encostas que recebem insolação adequada e a valorização das castas nativas. Na região, são cultivadas as tintas Touriga Nacional, Baga, Castelão, Syrah e Cabernet Sauvignon; entre as brancas, Arinto, Bical, Cercial e Chardonnay. Todos os vinhos da Caves Messias na região são DOC (Denominação de Origem Controlada) Bairrada. Quinta do Penedo, Dão A Quinta do Penedo, atualmente com 20 hectares, está localizada em Aldeia de Carvalho, em Mangualde, no coração da região do Dão. Os vinhedos da propriedade datam de 1930, quando pertencia à família do Sr. General Santos Costa, sendo adquiridos pela família Messias em 1998. Quinta do Penedo Branco é um vinho de alta qualidade produzido com a autóctone uva Encruzado. Divulgação. Em 2000, com o intuito de modernizar as vinhas e elevar a qualidade da produção, algumas áreas foram replantadas. Touriga Nacional, Alfrocheiro e Encruzado são as uvas das novas plantações e hoje estão em plena produção. As demais áreas são ocupadas pelas variedades Tinta Roriz, Jaen, Tinto Cão, entre outras. Todos os vinhos da Caves Messias na região são DOC Dão. Quinta do Cachão, Douro A Quinta do Cachão, localizada em Ferradosa, encontra-se na margem do rio Douro, no Cima Corgo, a mais inóspita, antiga e bela região a que o rio empresta o nome e que é Patrimônio da Unesco. Esta vinha foi plantada pela primeira vez em 1845, pelo Barão do Seixo, sendo mais tarde adquirida pela família Afonso Cabral que, por sua vez, vendeu aos Messias em 1956. Quinta do Cachão Reserva Douro DOC é um vinho tinto de alta gama produzido num dos terroirs mais famosos de Portugal. Divulgação. Estendendo-se pelas encostas de um morro que possui uma pequena capela dedicada a Santa Bárbara, a Quinta ocupa atualmente 200 hectares, dos quais metade cultivados com vinha, classificadas com a letra A, a mais elevada categoria na escala do Douro. As uvas plantadas são as tradicionais da região e originam, principalmente, os vinhos do Porto. A Touriga Franca e a Tinta Roriz, são as castas dominantes, seguidas pelas variedades Touriga Nacional, Tinta Barroca e Tinto Cão. Além dos fortificados, a Quinta do Cachão elabora prestigiados vinhos tranquilos. Vinhos do Porto São fortificados (também chamados licorosos) elaborados na região do Douro. A técnica é utilizada desde o século XVIII e existem vinhos do Porto tintos, brancos e rosés. Possui vários estilos como Ruby, Tawny, LBV, Vintage, Safrados e com mínimo de décadas de elaboração. Porto Messias Tawny é um vinho fortificado clássico, famoso pelo excelente custo-benefício. Divulgação. A maioria dos vinhos tintos do Porto são cortes de uma grande variedade de uvas nativas, entre elas Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinta Roriz, Tinta Barroca, Tinto Cão, Sousão e Tinta Amarela. Os vinhos do Porto da Caves Messias são elaborados pela enóloga Ana Urbano. Onde comprar os vinhos da Caves Messias Se você é pessoa jurídica, a Porto a Porto importa ao Brasil de maneira exclusiva os vinhos da Caves Messias. A importadora e distribuidora possui um esquema logístico complexo e eficiente para atender supermercados, lojas, restaurantes e bares em todas as regiões. Acesse o portal B2B e conheça o portfólio completo! Se você é pessoa física, o e-commerce da Grande Adega é perfeito para adquirir os rótulos da Caves Messias! BEBA MENOS, BEBA MELHOR.

  9. Leilão on-line no Paraná oferta 68 veículos, equipamentos e peças Um leilão on-line vai ofertar 68 veículos, equipamentos e peças da Prefeitura de Ponta Grossa, cidade dos Campos Gerais do Paraná. Os valores iniciais dos lances variam entre R$ 30 e R$ 57 mil, dependendo do lote. ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp Há opções de carros, motos, caminhonetes, vans, reboques e outros tipos de itens disponíveis. A lista completa está disponível no site do leilão. Acesse o site do leilão por este link O leilão será realizado no dia 3 de agosto, exclusivamente pela internet. Os interessados devem se cadastrar e se habilitar no portal com, no mínimo, 24 horas de antecedência à abertura da sessão. Os interessados podem visitar previamente os veículos em Ponta Grossa. Eles estão em um depósito localizado na rua Doutor Washington Subtil Chueire, no bairro Jardim Carvalho, ao lado do CRAR. A visitação pode ser feita de segunda a sexta, das 8h30 às 11h e das 13h às 17 horas. "Os bens serão vendidos no estado em que se encontram, não sendo oferecida qualquer garantia por parte do Município", destaca a prefeitura. Mais informações podem ser obtidas no edital do leilão e pelos telefones (42) 92001-7701 e (42) 3220-1000 – Ramal 1505. Leia também: Feminicídio: Vídeos mostram desespero de vizinhos que tentaram salvar mulher de ser morta pelo companheiro dentro de casa trancada Previsão do tempo: Após frio e geadas, tempo 'vira' e parte do Paraná entra em alerta de temporais; veja onde Sorte: Nota Paraná sorteia prêmios de R$ 100 mil e R$ 50 mil; veja de onde são os ganhadores Leilão da prefeitura de Ponta Grossa tem carros e motos entre as opções Reprodução/Jeremy Leilões Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Leia mais notícias em g1 Paraná

  10. Gato Maracajá aparece na garagem de prédio em Maringá Um gato-maracajá (Leopardus wiedii) foi encontrado dentro de um condomínio residencial de Maringá, no Norte do Paraná. O felino é considerado em risco de extinção, de acordo com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). De acordo com a Polícia Militar Ambiental, que realizou a captura, os moradores solicitaram o resgate do animal nesta quinta-feira (9). ✅Siga o canal do g1 Maringá e região no WhatsApp O gato-maracajá estava na garagem do condomínio e também se escondeu embaixo dos veículos que estavam estacionados. Depois de ser resgatado, ele foi encaminhado a um Centro de Apoio à Fauna Silvestre. O animal deve passar por uma avaliação médica veterinária para poder retornar à natureza. Não há registros de feridos. A suspeita é de que o bicho tenha entrado no local ao sair de uma área de mata nativa que fica próxima ao endereço. Gato-maracajá foi encontrado na garagem do condomínio, em Maringá. Polícia Militar Ambiental/Nadia Lucas Tozini Leia também: Trabalhadores paraguaios: Adultos e menores de idade são resgatados de situação análoga à escravidão em colheita de mandioca no Paraná Relembre o caso: Secretário de prefeitura do Paraná é preso depois de descumprir medidas cautelares Vídeo: Pai que chutou filha de três anos é preso Risco de extinção Conforme os estudos publicados pelo ICMBio, o gato-maracajá tem hábitos solitários e noturnos. Ele se alimenta de pequenos e médios mamíferos. "Ocorre em todos os biomas do Brasil, mas está predominantemente associado a ambientes de floresta", diz a publicação. A espécie é classificada como "vulnerável", dentro da categoria de ameaçadas - que também inclui "em perigo" e "criticamente em perigo". O felino também é popularmente chamado de gato-do-mato, gato-peludo e maracajá-peludo. Gato-maracajá é considerado 'vulnerável' e em risco de extinção. ICMBio VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.

  11. Vizinhos se desesperam tentando salvar mulher de feminicídio no PR Vídeos gravados por câmeras de segurança mostram o desespero dos vizinhos que tentaram salvar Suelen Cristina Cordeiro de ser morta pelo companheiro, Anderson José da Fonseca. Veja acima. O caso aconteceu na noite de 27 de junho (sábado) em Guarapuava, na região central do Paraná, e o inquérito foi finalizado nesta terça-feira (7). O homem foi indiciado por feminicídio. Segundo a Polícia Civil, ele cometeu o crime após o casal ser filmado saindo rindo de um bar uma hora antes. Eles foram para casa, discutiram e quando os vizinhos ouviram a briga e gritos de socorro, foram até a residência e tentaram entrar. No entanto, as portas estavam trancadas. As investigações apontam que, nesse meio tempo, Anderson matou a companheira com 28 facadas. ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp "Deduzimos que essas agressões tenham durado pelo menos seis minutos no interior da residência, de portas fechadas, enquanto testemunhas tentavam a todo tempo acessar a residência, já sabendo que estava acontecendo ali uma agressão bastante grave", explica a delegada Ana Hass de Miranda. As imagens ainda mostram que, minutos depois, Anderson sai segurando uma faca — que, segundo a polícia, foi a utilizada no feminicídio — e depois volta ao local, discute com as testemunhas e foge, deixando a residência trancada. Câmeras do bar registraram que, após o crime, ele ainda retornou ao estabelecimento, onde foi localizado e preso pela polícia. Suelen Cristina Cordeiro tinha 31 anos. À esq., vizinhos tentando intervir durante briga. À dir., discussão entre vizinhos e suspeito após o crime Reprodução Em nota, a defesa de Anderson disse que vai se manifestar sobre o caso apenas após ter acesso integral aos autos do inquérito policial, aos laudos da Polícia Científica e aos depoimentos formais colhidos pela autoridade policial. Veja nota completa mais abaixo. Violência contra mulher: Veja os canais de denúncia disponíveis no Paraná Ciclo da violência: Saiba como identificar Segundo a delegada, testemunhas afirmaram à polícia que Anderson e Suelen tinham um relacionamento conturbado, marcado por muitas brigas e agressões dele contra ela. "Essas testemunhas confirmaram que esse relacionamento foi bastante marcado por vários episódios de agressões por parte do autor em detrimento da vítima, inclusive de tamanha gravidade, a ponto de ter restrição de liberdade da vítima. Há informações de que ela teria sido, inclusive, sedada mediante medicamentos, de certa forma até torturada mediante chutes e baldadas de água... Enfim, situações bastante complexas, mas que infelizmente nunca chegaram ao conhecimento das autoridades". Investigação revela tentativa de socorro durante feminicídio em Guarapuava Leia também: Violência contra mulher: Homens drogam, estupram e espancam mulher após contratá-la para limpeza de chácara Previsão do tempo: Após frio e geadas, tempo 'vira' e parte do Paraná entra em alerta de temporais; veja onde Sorte: Nota Paraná sorteia prêmios de R$ 100 mil e R$ 50 mil; veja de onde são os ganhadores Denúncias Saiba como denunciar crimes no Paraná Denúncias sobre quaisquer situações podem ser repassadas de forma anônima pelos telefones 197, da Polícia Civil, ou, 181, do Disque-Denúncia. Se o crime estiver acontecendo naquele momento e/ou houver alguém em situação de perigo, a Polícia Militar deve ser acionada pelo telefone 190. O que diz a defesa Veja, abaixo, a nota enviada pelas advogadas Andreia Farias e Rosangela Gomiero, que atuam na defesa de Anderson José da Fonseca: "Inicialmente, expressamos nosso mais sincero respeito e solidariedade aos familiares e amigos da vítima, Suelen, cientes do momento de imensa dor e da natural comoção que o caso desperta na comunidade local. Cumpre destacar que a investigação encontra-se em estágio absolutamente embrionário. Qualquer juízo de valor ou conclusão precipitada neste momento é prematuro e pode comprometer a busca pela verdade real. Como defensoras dos direitos e garantias fundamentais previstos na Constituição Federal, atuaremos de forma técnica, ética e rigorosa. Reiteramos que, no ordenamento jurídico brasileiro, independentemente da gravidade do fato ou de quem seja a pessoa investigada, todos merecem e têm direito a um processo justo. É por meio do estrito cumprimento do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa que se assegura a aplicação de uma justiça legítima, técnica e isenta de paixões externas. Nosso compromisso primordial é com a justiça e com a legalidade. Colaboraremos com as autoridades competentes no que for estritamente necessário para que a dinâmica dos fatos seja integralmente esclarecida e individualizada, rechaçando qualquer excesso acusatório baseado unicamente no clamor social. A defesa técnica informa que apenas se manifestará sobre o mérito das acusações e a motivação após o acesso integral aos autos do inquérito policial, aos laudos da Polícia Científica e aos depoimentos formais colhidos pela autoridade policial". Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Leia mais notícias em g1 Paraná

  12. Polícia mira esquema que desviou mais de R$ 8,3 milhões de empresa em Curitiba Um grupo investigado por lavar mais de R$ 8,3 milhões desviados de uma empresa de Curitiba foi alvo de uma operação da Polícia Civil (PC-PR) na manhã desta sexta-feira (10). As investigações tiveram início após o sequestro do proprietário do negócio, em setembro de 2024. ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp Ao todo, foram cumpridos 27 mandados judiciais, entre ordens de busca e apreensão e de sequestro de valores. Até a última atualização desta reportagem, não havia o balanço de quantas pessoas foram presas na ação desta sexta. A operação foi realizada em Curitiba, São José dos Pinhais e Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana da capital, além de Porto Alegre (RS). Sete pessoas foram presas na época do crime, por envolvimento no caso, que visou extorquir mais de R$ 3 milhões da vítima, segundo a polícia. Esquema foi descoberto após sequestro Sequestro de empresário leva polícia a esquema que desviou mais de R$ 8,3 milhões de empresa em Curitiba PCPR O empresário, de 58 anos e dono de uma empresa de produtos médicos, foi sequestrado em setembro de 2024, no bairro Jardim Botânico, em Curitiba, após criminosos simularem um acidente de trânsito. A investigação apontou que o crime foi planejado por uma ex-gerente administrativa da empresa, responsável pelo setor financeiro. Ela foi presa em abril deste ano, em São José dos Pinhais. Segundo a polícia, além dela, outra ex-funcionária, familiares e pessoas próximas também participaram do sequestro. Com o avanço das investigações, a Polícia Civil identificou que o mesmo grupo já desviava dinheiro da empresa enquanto as suspeitas ainda trabalhavam no local. Os envolvidos emitiam boletos fraudulentos em nome de empresas de fachada criadas pelo próprio grupo. “Como essas funcionárias atuavam diretamente no controle do fluxo das ordens bancárias, conseguiram realizar diversos pagamentos que originaram um prejuízo de R$ 8,3 milhões. Paralelo a isso, montaram uma rede de pessoas que recebiam esses valores e transacionavam entre elas de forma a tentar dificultar o seu rastreio”, explica o delegado Emmanoel David. Ao todo, a PCPR identificou a participação de 11 pessoas e o pagamento de 46 boletos fraudulentos entre janeiro e setembro de 2024. Veja mais: Duas pessoas envolvidas no sequestro de empresário trabalhavam na empresa dele Relembre o caso Vídeo mostra momento em que empresário é sequestrado em Curitiba O empresário foi sequestrado em 17 de setembro de 2024 depois que criminosos simularam uma batida de trânsito no Jardim Botânico. Após ser rendido, ele foi obrigado a fazer transferências bancárias. Os suspeitos tentaram obter cerca de R$ 3 milhões, mas o plano foi interrompido quando o gerente do banco desconfiou da movimentação financeira e acionou a polícia. O carro dele foi localizado incendiado horas após o crime, no bairro Boqueirão, em Curitiba. A vítima foi encontrada no dia seguinte em Monte Castelo, no Norte de Santa Catarina. Carro do empresário foi encontrado incendiado RPC Os vídeos mais assistidos do g1 PR: Leia mais notícias do g1 Paraná.

  13. 'Culpam as próprias vítimas', aponta especialista sobre violência contra crianças Castigos físicos contra crianças são considerados crime no Brasil. Por isso, o pai que foi flagrado chutando a filha de três anos vai responder criminalmente pela atitude. O caso foi registrado por câmeras de segurança em Francisco Beltrão, no Sudoeste do Paraná. De acordo com a Constituição Federal, crianças e adolescentes têm direito à dignidade e não podem ser expostos à violência, crueldade e opressão. O homem foi preso preventivamente nesta quinta-feira (9) e responde pelo crime de lesão corporal praticada no contexto da violência doméstica e familiar. A polícia não divulgou o nome dele oficialmente. ✅ Siga o canal do g1 Foz do Iguaçu e região no WhatsApp O advogado criminalista do Paraná, Vinicios Cardozo, explica que a legislação brasileira não reconhece o castigo físico como forma legítima de educação. Pais e responsáveis são permitidos a educar, impor limites e exercer autoridade, mas não podem se valer da força ou da dependência para impor sofrimento como método de correção. "A criança tem proteção jurídica especial e não é propriedade dos pais. Ela é sujeito de direitos, e o poder familiar deve ser exercido dentro dos limites da lei. [...] Em resumo, para a legislação brasileira, a criança deve ser educada com limite, presença e responsabilidade, mas nunca com violência", afirma o advogado. Cardozo explica que agressões que não deixam marcas visíveis, como humilhações, falta de cuidado e agressões psicológicas, também são consideradas crime. O advogado esclarece que, a depender da conduta e do resultado causado à criança, o caso pode ser tratado como lesão corporal, maus-tratos e até mesmo tortura. Entenda abaixo. "Tapas, socos, chutes, empurrões, beliscões, puxões de cabelo, agressões com objetos, queimaduras, ameaças, humilhações, privação de comida, de remédio ou de cuidados básicos, abandono e exposição da criança a situação de risco também podem gerar responsabilização", diz o especialista. Pai é flagrado chutando a filha em Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná. Reprodução Mais sobre o caso: Pai disse ter chutado filha porque ela estava chorando Mãe soube do caso pelas redes sociais Saiba porque homem não foi preso em flagrante O que diz a lei Cardozo explica que a proteção de crianças e adolescentes contra qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor é garantida integralmente pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Este é um conjunto de leis que estabelece os direitos e deveres das crianças e adolescentes no Brasil. O estatuto tem como objetivo proteger a integridade física e psicológica desse grupo, garantindo seu desenvolvimento. Além de proteger as crianças, o ECA também prevê medidas preventivas para casos de violência, além de orientação e penas para aqueles que praticam algum tipo de agressão contra crianças e adolescentes. Isso vale para pais, familiares, responsáveis e qualquer pessoa encarregada de cuidar, educar, proteger ou vigiar a criança. Também é dever de todos preservar a dignidade da criança e colocá-la a salvo de tratamentos desumanos, violentos e constrangedores. A lei não retira dos pais o dever de educar. Apenas estabelece um limite claro, que educação não se confunde com agressão. Corrigir é impor limite. Agredir é impor sofrimento", disse o advogado. Iberê de Castro Dias, juiz da Vara da Infância e Juventude, explica que a Constituição sempre protegeu as crianças e adolescentes contra agressão. Mas uma legislação específica e a inclusão de leis sobre esse tema ajudaram a deixar mais claras as consequências para aqueles que protagonizam algum tipo de violência. Nesse contexto de mudança, a Lei Menino Bernardo, também conhecida como Lei da Palmada, é um marco importante. Promulgada em 2014, a lei altera o ECA para "estabelecer o direito da criança e do adolescente de serem educados e cuidados sem o uso de castigos físicos ou de tratamento cruel ou degradante". ⚖️ A lei especifica o que é considerado castigo físico e tratamento cruel ou degradante: Castigo físico: ação de natureza disciplinar ou punitiva aplicada com o uso da força física aplicada sobre a criança ou o adolescente que resulte em sofrimento físico ou lesão; Tratamento cruel ou degradante: conduta ou forma cruel de tratamento em relação à criança ou ao adolescente que humilhe, ameace gravemente ou ridicularize. Segundo Iberê, com essa lei houve pela primeira vez a explicitação da proibição desse tipo de violência, o que contribuiu para o maior debate do tema na sociedade, além de especificar as punições para esse tipo de situação. Em 2022, a Lei Henry Borel criou mecanismos específicos para prevenir e enfrentar a violência doméstica e familiar contra crianças e adolescentes, nos moldes da Lei Maria da Penha. "Ela trouxe medidas protetivas de urgência, afastamento do agressor, proibição de contato com a vítima e ainda impediu que crimes contra crianças e adolescentes sejam tratados com os benefícios dos juizados especiais, como a transação penal. Na prática, isso significa que o agressor de criança não resolve mais o processo com acordo simplificado", explicou Vinicios Cardozo. Punição aos agressores Além de explicitar a proibição do uso de violência na educação de crianças, o ECA também determina as punições que devem ser aplicadas nessas situações. "A rigor, o limite para se definir o que é ou não agressão é zero. Nenhuma agressão verbal ou física é permitida. Mas a forma como isso ecoa na criança vai determinar as consequências para aquele que promoveu a agressão", analisa Iberê Dias. A lei prevê que os responsáveis que utilizarem castigos físicos ou psicológicos estão sujeitos às seguintes medidas, que serão aplicadas de acordo com a gravidade do caso: Encaminhamento a programas oficiais ou comunitários de proteção à família; Encaminhamento a tratamento psicológico ou psiquiátrico; Encaminhamento a cursos ou programas de orientação; Advertência. A depender do nível da agressão, pode ser configurada nos crimes de tortura e maus-tratos. Ambos preveem pena de detenção e multa e têm a pena aumentada quando a vítima é criança ou adolescente. Violência defendida como "educação" Conforme a especialista em Estudos da Criança e professora da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Juliana Prates, crianças que são vítimas de violência com a justificativa de que castigos e agressões físicas são para "educá-las" podem desenvolver a percepção de que a violência é uma expressão aceitável de afeto. Nesse contexto, conforme a pesquisadora, as agressões tendem a escalar, somadas a uma cultura que minimiza os efeitos da violência contra a criança. "As violências são gradativas. [...] A gente tem uma cultura que diz muito sobre a ideia de que as crianças podem e devem ser educadas por meio de castigos físicos, humilhantes, violentos. Apesar de a gente ter uma legislação que proíbe o uso de violência e de punições físicas, psicológicas e verbais contra as crianças. A gente tem isso do 'pequeno tapa', do 'beliscão'. Só que não existe pequeno tapa, não existe só um beliscão. É uma violência", defende Prates. Uma pesquisa encomendada pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal e realizada pelo Datafolha revelou que 29% dos entrevistados admitiram o uso de práticas violentas, como palmadas e beliscões, em crianças de até 3 anos. A pesquisa aponta ainda que 58% dos entrevistados dizem colocar a criança de castigo e 43% relatam gritar ou brigar como forma de disciplina. Foram 2.206 pessoas ouvidas em todo o Brasil. "Não se trata de uma barbárie, no sentido de que essa pessoa é monstruosa por se comportar dessa forma. A gente tem, de fato, uma subjugação dos corpos infantis", reforça a pesquisadora, que destaca a importância de a sociedade olhar para as crianças como sujeitos de direito. Consequências das agressões às vítimas Os especialistas explicam que um dos principais motivos pelos quais a proibição desse tipo de violência existe é porque qualquer castigo físico ou psicológico contra crianças e adolescentes tem consequências diretas em seu desenvolvimento. Irene Gaeta, membro da Associação Internacional de Psicologia Analítica (IAAP), lista que entre as principais consequências das agressões estão: Ansiedade; Transtornos depressivos; Baixo desempenho na escola; Comportamento agressivo e violento; Síndrome do pânico; Quadros depressivos. A psicóloga e professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Isabel Kahn, comenta que as agressões podem levar à reprodução desses comportamentos agressivos por parte dessas crianças e adolescentes em outras relações no futuro. "Eles podem repetir essa forma de domínio diante daqueles que se sentem mais fortes, é um padrão de agressividade que se reproduz para alguns", explica. As especialistas também lembram que os pais e cuidadores devem sempre estar cientes de que suas experiências passadas influenciam suas atitudes frente à educação. Elas reforçam a necessidade de os pais e cuidadores serem firmes na educação, mas sempre tendo em mente a importância da escuta. "A comunicação é a base para estabelecer limites na educação dos filhos. Ao se comunicar de forma clara e calma, os pais podem criar um ambiente de entendimento e respeito mútuo", aconselha Irene Gaeta. Isabel ainda comenta que os limites vêm para proteger as crianças e que escutar não significa fazer todas as vontades dos filhos. "É preciso entender quais são seus princípios e seus valores e que não se pode fazer valer uma regra na base da força", afirma. Denúncia Os especialistas ainda ressaltam a importância da denúncia nos casos de violência contra crianças e adolescentes. Aqueles que presenciarem qualquer tipo de agressão contra esse grupo podem realizar uma denúncia anônima pelo Disque 100, canal do Governo Federal, ou pelo 181 do Disque-Denúncia, do Governo do Paraná. Além disso, é possível acionar o Conselho Tutelar, o Ministério Público, a Polícia Militar e a Polícia Civil. Vídeos mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias em g1 Oeste e Sudoeste.

  14. Pai é flagrado chutando filha de três anos, no Paraná Após ver uma criança de três anos sendo chutada pelo pai em Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná, o empresário José Fernandes interveio na situação. A ação dele, conforme a especialista em Estudos da Criança e professora da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Juliana Prates, reflete um comportamento que deveria ser coletivo. ✅ Siga o g1 Foz do Iguaçu no WhatsApp Ela explica que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) estabelece que o dever de garantir o desenvolvimento, a dignidade e os direitos fundamentais das crianças é uma responsabilidade dividida entre a família, a sociedade e o Estado. "Isso significa que a gente precisa estar vigilante sobre as dimensões de cuidado e prevenção de violência. Significa que a gente deve apoiar o cuidado e que a gente deve intervir em casos de violência. É preciso, sim, que a gente se posicione", defende a pesquisadora. A agressão e intervenção foram registradas por câmeras de segurança no domingo (5). Assista ao vídeo acima. Em depoimento à Polícia Civil, o pai afirmou que chutou a criança porque ela estava chorando. Ele foi preso preventivamente nesta quinta-feira (9). Em entrevista à RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, José Fernandes contou ter ficado muito preocupado com a segurança da menina e, por isso, decidiu ter cautela durante aquela abordagem. "Algumas pessoas me questionaram: 'Por que você não bateu nele?' [...]. Eu falo para as pessoas: "Mas, gente, a criança já está passando por aquela situação ali. E aí ver o pai, que bateu nela, rolando no chão com outro cara batendo? O que vai ser da vida dessa criança?'", questionou, emocionado. Segundo Juliana Prates, a vigilância da sociedade é ponto fundamental para enfrentamento a essa violência. "No caso das crianças, isso é necessário e importante, porque as crianças, muitas vezes, não têm como fazerem denúncias próprias. As crianças muitas vezes ficam reféns das situações de violência. Principalmente quando os agressores são pessoas de confiança da criança, pessoas que supostamente deveriam ser aquelas que dão carinho, educação e afeto", explica. LEIA MAIS SOBRE O CASO: Mãe soube do caso pelas redes sociais Pai disse ter chutado filha porque ela estava chorando Homem é investigado por lesão corporal 'Quando eu olhei para trás, ele deu o chute nela', conta homem que testemunhou crime Cultura que minimiza os efeitos da violência contra a criança 'Culpam as próprias vítimas', aponta especialista sobre violência contra crianças Segundo Prates, crianças que são vítimas de violência com a justificativa de que castigos e agressões físicas são para "educá-las" podem desenvolver a percepção de que a violência é uma expressão aceitável de afeto. Nesse contexto, conforme a pesquisadora, as agressões tendem a escalar, somadas a uma cultura que minimiza os efeitos da violência contra a criança. "As violências são gradativas. É quase impossível que alguém espanque uma criança se ela não utiliza estratégias punitivas coercitivas. A gente tem uma cultura que diz muito sobre a ideia de que as crianças podem e devem ser educadas por meio de castigos físicos, humilhantes, violentos. Apesar de a gente ter uma legislação que proíbe o uso de violência e de punições físicas, psicológicas e verbais contra as crianças. A gente tem isso do 'pequeno tapa', do 'biliscão', só que não existe pequeno tapa, não existe só um biliscão, é uma violência", defende Prates. Uma pesquisa encomendada pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal e realizada pelo Datafolha revelou que 29% dos entrevistados admitiram o uso de práticas violentas, como palmadas e beliscões, em crianças de até 3 anos. A pesquisa aponta ainda que 58% dos entrevistados dizem colocar a criança de castigo e 43% relatam gritar ou brigar como forma de disciplina. Foram 2.206 pessoas ouvidas em todo o Brasil. "Não se trata de uma barbárie, no sentido de que essa pessoa é monstruosa por se comportar dessa forma. A gente tem, de fato, uma subjugação dos corpos infantis", reforça a pesquisadora, que destaca a importância de a sociedade olhar para as crianças como sujeitos de direito. Homem foi preso quatro dias depois da agressão Pai é flagrado chutando a filha em Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná. Reprodução As imagens gravadas no domingo (5) mostram o pai caminhando com a menina e o enteado, de cinco anos. Em certo momento, ele para e dá um chute na filha, que cai no chão. Segundos depois, outro homem aparece se aproximando, abre os braços e tenta intervir na cena, mas é confrontado. O caso chegou à polícia na terça-feira (7), dois dias após a agressão. O crime passou a ser investigado a partir de um boletim de ocorrência registrado pela própria mãe da menina, que só soube do crime depois de ver as imagens nas redes sociais. Um inquérito foi instaurado e o homem prestou depoimento. Ele disse que chutou a criança porque ela estava chorando. Depois disso, ele foi liberado e respondia pelo crime de lesão corporal em liberdade. Em situações de lesão corporal, o flagrante se caracteriza quando o crime está sendo cometido ou acabou de acontecer, portanto acaba a possibilidade de prisão por flagrante quando não há continuidade do crime. Nesta quinta-feira (9), ele foi preso preventivamente. Segundo a Polícia Civil (PC-PR), a prisão do homem foi solicitada após a investigação identificar um histórico de agressões contra as crianças — a filha e o enteado de cinco anos. A Polícia Civil formalizou pedidos de medidas protetivas de urgência em favor da menina, do irmão dela e da mãe que realizou a denúncia. O Conselho Tutelar também acompanha o caso. "Em um primeiro momento, a maior preocupação da Polícia Civil foi com o bem-estar da criança, como garantir a segurança dessa criança", o delegado disse. Pai é flagrado chutando filha de três anos, no Paraná Reprodução VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Um inquérito foi instaurado Leia mais notícias no g1 Paraná.

  15. Meteorologista fala sobre a volta das chuvas no Paraná O tempo deve "virar" no Paraná e este segundo fim de semana de julho deve ser chuvoso na maior parte do estado, segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental (Simepar). Após uma semana marcada por frio e geadas ao amanhecer, o deslocamento de uma frente fria sobre o oceano e o ingresso de umidade e calor vindo do norte do país intensificam os índices de instabilidade e favorecem o início das chuvas já nesta sexta-feira (10). Veja a previsão do tempo por região mais abaixo. As pancadas podem ser fortes e acompanhadas de rajadas de ventos intensos; por isso, o estado recebeu alertas de tempestades. ✅ Siga o canal do g1 Ponta Grossa e região no WhatsApp O primeiro deles é amarelo e voltado para a tarde e a noite desta sexta (10). Ele avisa sobre a possibilidade de ventos de até 60 km/h, queda de granizo e chuva de até 30 mm/h ou até 50 mm/dia em cidades da faixa sul e do oeste do estado. Veja no mapa abaixo. Aviso sobre o perigo potencial de tempestades entre a tarde e a noite desta sexta (10) Reprodução/Inmet Os outros são voltados para o sábado (10). Um deles é amarelo, com os mesmos riscos do desta sexta (10), e focado em praticamente todo o Paraná, menos para a faixa norte. O outro é laranja, o que indica um grau de severidade maior, com ventos de até 100 km/h, queda de granizo e chuvas de até 60 mm/h ou até 100 mm/dia. Este é voltado para o centro-sul, centro-oeste e sudoeste. Veja no mapa abaixo. Aviso sobre o perigo de tempestades neste sábado (11) Reprodução/Inmet Leia também: Fenômenos climáticos: Paraná foi atingido por 8 tornados em menos de 9 meses; veja onde e as diferenças entre eles Acidente seguido de crime: Carreta tomba e carga é saqueada por 80 pessoas enquanto motorista é socorrido com ferimentos graves Furto: Ladrões de árvores são flagrados cortando floresta que leva sete anos para crescer Palavra de meteorologista Foto ilustrativa Bruna Melo/g1 Paraná A meteorologista Raissa Pimentel, do Simepar, explica que esta sexta-feira (10) ainda começa com o predomínio de tempo estável na maior parte do estado. No entanto, no decorrer da manhã áreas de instabilidade se desenvolvem entre as regiões oeste e sudoeste, provocando pancadas de chuva acompanhadas de trovoadas isoladas. Durante a tarde, essas instabilidades avançam e a chuva também alcança parte da metade sul paranaense. No sábado (11), o sistema evolui e dá origem a uma nova frente fria que avança pelo oceano e favorece chuva e trovoadas em praticamente todo o Paraná. Em alguns momentos, as chuvas podem ocorrer com intensidade moderada a forte, alerta ela. No domingo (12), com o afastamento da frente fria, a chuva passa a se concentrar principalmente na metade norte do estado. Nas demais regiões, o tempo apresenta melhora gradual, com diminuição da nebulosidade ao longo do dia. As temperaturas entram em leve declínio e as máximas não devem ultrapassar os 23°C, diz a meteorologista. "Entre o domingo (12) e a segunda-feira (13), uma nova massa de ar frio avança sobre a região, reforçando a queda nas temperaturas. O destaque fica para o amanhecer de segunda-feira, que será bastante frio em diversas regiões do Estado", conclui Raissa. Saúde: Frio e falta de sol podem provocar transtorno depressivo; veja onde, historicamente, mais chove e esfria no Paraná 🗓️Previsão do tempo para o Paraná Confira, abaixo, a previsão do tempo atualizada pelo Simepar nesta sexta-feira (10): Sexta-feira, 10 de julho Sexta-feira, 10 de julho Reprodução/Simepar Sábado, 11 de julho Sábado, 11 de julho Reprodução/Simepar Domingo, 12 de julho Domingo, 12 de julho Reprodução/Simepar Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Leia mais notícias da região em g1 Campos Gerais e Sul

  16. Pai é flagrado chutando filha de três anos, no Paraná A Polícia Civil (PC-PR) investiga o caso do pai que chutou a filha de três anos em Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná, no último domingo (5). Assista acima. ✅ Siga o g1 Foz do Iguaçu no WhatsApp A mãe das crianças descobriu o que tinha acontecido após ver as imagens em redes sociais. Ela registrou um boletim de ocorrência na terça-feira (7), o que deu início à investigação que resultou na prisão. Um inquérito foi instaurado e a polícia solicitou medidas protetivas para a menina, o irmão dela e a mãe. O nome do homem não foi oficialmente divulgado. Como o investigado está preso, o prazo para conclusão do inquérito é de 10 dias, contados a partir da prisão. Há possibilidade de prorrogação, se necessário. O que se sabe sobre o caso O que e onde aconteceu? O que aconteceu após a agressão? Quando a polícia foi acionada? O que o pai alegou? Ele foi preso? Investigação 1. O que e onde aconteceu? Pai é flagrado chutando a filha em Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná. Reprodução Uma menina de três anos foi chutada pelo próprio pai enquanto caminhavam pela calçada em Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná, no último domingo (5). A agressão foi registrada por câmeras de segurança. Nas imagens, o homem aparece andando com a filha e o enteado, de cinco anos. Na sequência, ele para e chuta a menina, que cai no chão. 2. O que aconteceu após a agressão? José viu o homem agredindo a filha e foi até o homem para intervir. Reprodução/RPC Após o chute, um homem se aproxima, abre os braços e tenta intervir na cena, mas é confrontado pelo pai das crianças. Pouco tempo depois, a menina se levanta e os três continuam caminhando. De acordo com a Polícia Civil, a menina não se feriu. O homem que aparece nas imagens confrontando o pai é o empresário José Fernandes. Ele disse que foi ameaçado pelo homem ao tentar defender a criança. 3. Quando a polícia foi acionada? Pai é flagrado chutando filha de três anos, no Paraná Reprodução A mãe da criança registrou um boletim de ocorrência na terça-feira (7), após ver as imagens nas redes sociais. Naquele momento, o homem ainda não havia sido localizado pela polícia. 4. O que o pai alegou? Na quarta-feira (8), o homem foi até a delegacia sem advogado, foi ouvido e, em depoimento, afirmou que chutou a filha porque ela estava chorando. Conforme o delegado Anderson Andrei, o homem chorou e disse que estava arrependido do que fez. Naquele momento, ele não foi preso porque não houve flagrante, segundo a polícia. De acordo com o delegado, a prisão em flagrante ocorre quando o crime está sendo cometido ou logo após a prática da agressão. Nesses casos, a pessoa é presa no momento da ação ou em uma situação de continuidade do crime. 5. O pai foi preso? Na quinta-feira (9), o homem foi preso preventivamente, após a Justiça emitir um mandado de prisão contra ele. Segundo a Polícia Civil, a prisão do homem foi solicitada após a investigação identificar um histórico de agressões contra as crianças que conviviam com ele — no caso, a filha e o enteado de cinco anos. Além disso, o delegado afirma que a medida poderá fazer com que mais testemunhas possam denunciar as situações, sem medo do agressor. 6. Investigação A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar o caso. Segundo o delegado, o homem vai responder pelo crime de lesão corporal. A polícia também solicitou medidas protetivas de urgência para a menina, o irmão dela e a mãe. O Conselho Tutelar foi acionado e acompanha a situação. O delegado Anderson Andrei explicou que a investigação localizou provas de crimes no contexto de violência. A polícia também ouviu a mãe da menina, os avós maternos e um tio materno. Os familiares do pai ainda não foram ouvidos porque moram em Santa Catarina e não mantinham contato próximo com ele, mas poderão ser chamados para prestar depoimento. Com as informações, foi descoberto que o homem também agrediu o enteado anteriormente. Conforme o delegado, o menino estava com marcas no rosto e a suspeita é de que o padrasto tenha batido na criança com um cinto ou um pedaço de madeira. Em coletiva na quinta-feira (9), o delegado Ricardo Moraes explicou existirem "indícios de que aquela agressão não foi a única e também não só contra a menina. O outro menino, que seria enteado dele, também já teria sofrido algumas agressões pretéritas. Todo esse contexto foi levado ao conhecimento do Ministério Público, do Poder Judiciário e formalmente houve a expedição do mandado de prisão". Vídeos mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.

  17. Pai é flagrado chutando filha de três anos, no Paraná Juliana Prates, doutora em Estudos da Criança e professora da Universidade Federal da Bahia (UFBA), aponta que, em muitos casos de violência contra crianças, os agressores colocam a culpa na vítima como forma de justificar o próprio comportamento. O impacto disso, segundo a pesquisadora, se estende para além da agressão. A discussão veio à tona depois que um pai foi flagrado chutando a filha de três anos, em Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná. A cena foi registrada por câmeras de segurança no domingo (5). Assista ao vídeo acima. O homem, que não teve o nome divulgado oficialmente, foi preso nesta quinta-feira (9). Em depoimento à Polícia Civil, ele afirmou que chutou a criança porque ela estava chorando. ✅ Siga o g1 Foz do Iguaçu no WhatsApp "Em muitos momentos, os agressores justificam que perderam a cabeça em função do comportamento das crianças. Culpam as próprias vítimas pela violência que acontece. Isso tem um efeito muito negativo. Porque você coloca a ideia de que as crianças deveriam confiar nessas pessoas que são os agressores. Ali você vivencia não apenas o efeito do episódio de violência, mas também o rompimento de um vínculo, e isso é muito devastador", explica a professora. 'Culpam as próprias vítimas', aponta especialista sobre violência contra crianças Segundo Prates, crianças que são vítimas de violência com a justificativa de que castigos e agressões físicas são para "educá-las" podem desenvolver a percepção de que a violência é uma expressão aceitável de afeto. Nesse contexto, conforme a pesquisadora, as agressões tendem a escalar, somadas a uma cultura que minimiza os efeitos da violência contra a criança. "As violências são gradativas. [...] A gente tem uma cultura que diz muito sobre a ideia de que as crianças podem e devem ser educadas por meio de castigos físicos, humilhantes, violentos. Apesar de a gente ter uma legislação que proíbe o uso de violência e de punições físicas, psicológicas e verbais contra as crianças, a gente tem isso do 'pequeno tapa', do 'beliscão', só que não existe pequeno tapa, não existe só um beliscão. É uma violência", defende Prates. Uma pesquisa encomendada pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal e realizada pelo Datafolha revelou que 29% dos entrevistados admitiram o uso de práticas violentas, como palmadas e beliscões, em crianças de até 3 anos. A pesquisa aponta ainda que 58% dos entrevistados dizem colocar a criança de castigo e que 43% relatam gritar ou brigar como forma de disciplina. Foram 2.206 pessoas ouvidas em todo o Brasil. "Não se trata de uma barbárie, no sentido de que essa pessoa é monstruosa por se comportar dessa forma. A gente tem, de fato, uma subjugação dos corpos infantis", reforça a pesquisadora, que destaca a importância de a sociedade olhar para as crianças como sujeitos de direito. LEIA MAIS SOBRE O CASO: Mãe soube do caso pelas redes sociais Pai disse ter chutado filha porque ela estava chorando Homem é investigado por lesão corporal 'Quando eu olhei para trás, ele deu o chute nela', conta homem que testemunhou crime Homem foi preso e é investigado por lesão corporal Pai é flagrado chutando a filha em Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná. Reprodução As imagens gravadas no domingo (5) mostram o pai caminhando com a menina e outro filho, de cinco anos. Em certo momento, ele para e dá um chute na filha, que cai no chão. Segundos depois, outro homem aparece se aproximando, abre os braços e tenta intervir na cena, mas é confrontado. Depois de ser ouvido na delegacia, o pai foi liberado. O delegado explica que a liberação ocorreu porque não houve flagrante. O caso chegou à polícia na terça-feira (7), dois dias após a agressão. Em situações de lesão corporal, o flagrante se caracteriza quando o crime está sendo cometido ou acabou de acontecer, portanto acaba a possibilidade de prisão por flagrante quando não há continuidade do crime. A agressão também passou a ser investigada a partir de um boletim de ocorrência registrado pela mãe da menina, que só soube do crime depois de ver as imagens nas redes sociais. Nesta quinta-feira (9), a Justiça emitiu um mandado de prisão preventiva pelo crime de lesão corporal praticada no contexto da violência doméstica e familiar. O homem foi preso em seguida. Após o registro da ocorrência, o Conselho Tutelar também foi acionado e acompanha o caso. A Polícia Civil formalizou pedidos de medidas protetivas de urgência em favor da menina, do irmão dela e da mãe que realizou a denúncia. "Em um primeiro momento, agora, a maior preocupação da Polícia Civil foi com o bem-estar da criança, como garantir a segurança dessa criança", o delegado disse. Pai é flagrado chutando filha de três anos, no Paraná Reprodução VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.

  18. Secretário de Esportes de Terra Rica é preso após descumprir medidas cautelares Celso Vinicius Azoia, secretário de esportes de Terra Rica, no noroeste do Paraná, foi preso na manhã desta quinta-feira (9) por descumprir medidas cautelares. A defesa dele não respondeu até a última atualização desta reportagem. Azoia, conhecido como Kalunga, é investigado pelo crime de peculato -- que acontece quando o servidor se apropria ou desvia, em benefício próprio ou de terceiros, dinheiro, valor ou bens públicos ou particulares que estão sob sua posse por causa do cargo. ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp Segundo a Polícia Civil, ele e um servidor são suspeitos de movimentar mais de R$ 100 mil em contas particulares, com patrocínios, anúncios e aluguel de espaços públicos, sem repassar os valores aos cofres públicos. Uma semana antes da prisão, o secretário foi alvo de uma operação, que cumpriu mandados de busca e apreensão. Nela, a polícia apreendeu documentos e aparelhos eletrônicos. Na ocasião, Kalunga também foi afastado da função pública pelo prazo de 180 dias ou até que a investigação policial seja concluída. Depois da operação, o secretário estava impedido de ir ao setor de esportes, falar com funcionários da pasta e falar com empresários ou envolvidos. Porém, conforme a polícia, ele desrespeitou a determinação. LEIA TAMBÉM: Trabalho: Adultos e menores de idade são resgatados de situação análoga à escravidão em colheita de mandioca Violência contra mulher: Vizinhos ouvem gritos e tentam salvar mulher enquanto ela é morta pelo companheiro dentro de casa trancada Vídeo: Pai que chutou filha de três anos é preso Investigações apontam que o crime acontecia desde 2024 Secretário de Esportes de Terra Rica, Celso Vinicius Gimenes Azoia, é investigado por desvio de recursos. Prefeitura de Terra Rica/ Polícia Civil Segundo o delegado da divisão estadual de combate à corrupção, Thiago Vicentini de Oliveira, foi descoberto que o secretário estava desviando valores do aluguel de espaços publicitários do Ginásio de Esportes de Terra Rica desde 2024. "Esse processo de locação não se deu por meio de licitação ou qualquer outro processo público de seleção, e os valores rastreados todos foram ao encontro desse secretário, seja por meio de depósito em sua conta, recebimento em espécie e desconto de cheque", informou o delegado. Vicentini também informou que a investigação apontou que os servidores se apropriaram dos valores de inscrição de um campeonato. A competição foi gerida e incentivada pelo município. Segundo o delegado, cada inscrição custou R$ 800 e os servidores teriam embolsado cerca de R$ 16 mil ao todo. A Polícia também afirma que, além disso, o desvio de bens públicos era feito para promover uma empresa particular. No dia da operação, a prefeitura de Terra Rica se manifestou dizendo que foi surpreendida, mas que está à disposição para colaborar com as autoridades. VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.

  19. Pai é flagrado chutando filha de três anos, no Paraná A Polícia Civil (PC-PR) identificou ferimentos no irmão da menina de três anos que foi chutada pelo pai, em Francisco Beltrão, no Sudoeste do Paraná. O menino tem cinco anos e é enteado do homem que aparece nas imagens agredindo a filha. Veja acima. Durante a investigação, segundo o delegado Anderson Andrei, os policiais descobriram que o homem agrediu o enteado semanas antes de ser flagrado chutando a filha. A suspeita é de que o menino tenha sido atingido no rosto com um cinto ou um pedaço de madeira. ✅ Siga o g1 Foz do Iguaçu no WhatsApp Os indícios de outras agressões foram apontados pela polícia no pedido de prisão preventiva do pai, que foi concedido pela Justiça nesta quinta-feira (9). Ele foi preso logo após, em casa. O homem responde pelo crime de lesão corporal praticada no contexto de violência doméstica e familiar. A polícia não divulgou o nome dele oficialmente. Conforme a polícia, durante as investigações, provas de crimes no contexto de violência foram localizadas. A polícia também ouviu a mãe da menina, os avós maternos e um tio materno. Os familiares do pai ainda não foram ouvidos porque moram em Santa Catarina e não mantinham contato próximo com ele, mas poderão ser chamados para prestar depoimento. "Há indícios de que aquela agressão não foi a única e também não só contra a menina. O outro menino, que seria enteado dele, também já teria sofrido algumas agressões pretéritas. Todo esse contexto foi levado ao conhecimento do Ministério Público, do Poder Judiciário e formalmente houve a expedição do mandado de prisão", explicou o delegado Ricardo Moraes, em entrevista coletiva nesta quinta-feira. O delegado Anderson Andrei afirma que a prisão do homem poderá fazer com que mais testemunhas possam denunciar as situações, sem medo do agressor. Como o investigado está preso, o prazo para conclusão do inquérito é de 10 dias, contados a partir da prisão. Há possibilidade de prorrogação, se necessário. Chute contra a criança foi registrado por câmeras de segurança Pai é flagrado chutando a filha em Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná. Reprodução As imagens foram registradas por câmeras de segurança no último domingo (5). No vídeo, o homem aparece caminhando com as crianças. Em certo momento, ele para e dá um chute na filha, que cai no chão. Assista acima. Logo após, outro homem aparece e abre os braços na tentativa de intervir, mas é confrontado pelo pai da menina. A criança se levanta e os três continuam andando. A mãe das crianças descobriu o que tinha acontecido após ver as imagens em redes sociais. Ela registrou um boletim de ocorrência na terça-feira (7), o que deu início à investigação que resultou na prisão. Mais sobre o caso: 'Quando olhei para trás, deu o chute nela', lembra empresário que presenciou agressão Testemunha se emocionou ao lembrar da cena Em depoimento, pai disse ter dado chute porque criança estava chorando O homem foi procurado pela Polícia Militar (PM-PR) na mesma data em que o boletim foi registrado, mas não foi encontrado. Na quarta-feira (8), ele foi ouvido pela Polícia Civil. A RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, apurou que ele alegou, em depoimento, ter dado o chute porque a criança estava chorando. Por não ter ocorrido flagrante, o homem não ficou preso naquele momento. Em situações de lesão corporal, o flagrante se caracteriza quando o crime está sendo cometido ou acabou de acontecer, portanto acaba a possibilidade de prisão por flagrante quando não há continuidade do crime. De acordo com o delegado Anderson Andrei, o homem compareceu à delegacia sem advogado. Em depoimento, chorou e disse estar arrependido do que fez. A Polícia Civil pediu medidas protetivas de urgência em favor da menina, do irmão dela e da mãe. O Conselho Tutelar também foi acionado e acompanha o caso. Especialista aponta que muitas vezes crianças são culpadas por comportamento violento dos responsáveis Juliana Prates, doutora em Estudos da Criança e professora da Universidade Federal da Bahia (UFBA), aponta que, em muitos casos de violência contra crianças, os agressores colocam a culpa na vítima como forma de justificar o próprio comportamento. "[Os agressores] justificam que perderam a cabeça em função do comportamento das crianças. Culpam as próprias vítimas pela violência que acontece. Isso tem um efeito muito negativo", explica. Para a professora, é preciso "entender que essas crianças são pessoas com direitos, com sentimentos, com necessidades, com expressões de desconforto, de expressar aquilo que são os seus descontentamentos". "Quando a gente fala de uma criança que chora, de uma criança que responde de uma alguma forma inadequada, a gente tá falando de uma forma de expressão e que de forma alguma pode ser corrigida através de uma expressão de violência. Pai é flagrado chutando filha de três anos, no Paraná Reprodução Práticas violentas Uma pesquisa do Datafolha, encomendada pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, ouviu 2.206 pessoas em todo o Brasil e identificou quais são as estratégias disciplinares utilizadas por cuidadores. Segundo o levantamento, 29% dos entrevistados admitiram o uso de práticas violentas, como palmadas e beliscões em crianças de até 3 anos. A pesquisa aponta ainda que 58% dos entrevistados dizem colocar a criança de castigo e 43% relatam gritar ou brigar como forma de disciplina. Veja mais notícias: Surpresa: Mulher busca atendimento para pedra no rim, descobre gravidez e dá à luz Fraude: Secretária municipal suspeita de favorecer empresa da irmã em licitação é denunciada Veja imagens: Paraná amanhece com geadas e temperaturas negativas de até -2,3ºC Vídeos mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.

  20. Operação retira paraguaios de trabalho análogo à escravidão em Ivaté O Ministério Público do Trabalho (MPT) resgatou 19 trabalhadores paraguaios que viviam em uma situação análoga à escravidão. Entre eles estavam dois menores de idade. A operação de resgate, feita junto com o Batalhão de Polícia da Fronteira (BPFron), foi na segunda-feira (6). Na terça (7), as vítimas passaram por audiências para tentar garantir o retorno às cidades de origem. Segundo o MPT, as vítimas eram exploradas no trabalho de arranque da mandioca em Ivaté, no noroeste do Paraná. ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp Um homem, também paraguaio, organizou a vinda delas para o Brasil de táxi, cujo valor era descontado dos salários. O nome dele não foi divulgado e, por isso, o g1 não conseguiu localizar a defesa dele. As investigações apontaram que as vítimas viviam em duas casas no município de Tapira, também no noroeste, sem condições dignas de moradia, dormindo em colchões sujos espalhados no chão, com alimentação restrita. Conforme o MPT, o aluguel, a água e a luz eram descontados dos salários de cada um, criando uma servidão por dívida. Além disso, segundo o MPT, a liberdade das vítimas era restrita, porque as saídas da casa deveriam ser comunicadas ao arregimentador. ➡️ Um arregimentador é aquele que organiza, mobiliza ou recruta pessoas. No setor rural, denomina o intermediário que capta mão de obra para o campo. As investigações revelaram também que apenas os trabalhadores que eram de confiança do arregimentador podiam usar livremente os telefones pessoais, e que as vítimas eram ameaçadas e intimidadas para que não fizessem denúncia às autoridades. Em relação ao trabalho rural, as vítimas não recebiam equipamentos de proteção – como botas, luvas, chapéu/boné –, nem áreas de vivência – como refeitório e sanitários. Além disso, conforme o MPT, não havia fornecimento ou reposição da água no local de trabalho. Os trabalhadores prestavam serviços na informalidade, sem o reconhecimento de direitos trabalhistas básicos. Do salário que recebiam, eram descontadas as dívidas contraídas com o arregimentador, e restavam apenas R$ 400 a R$ 500 por mês. Trabalhadores viviam sem condições dignas de moradia, dormindo em colchões sujos e com alimentação restrita MPT Alguns dos trabalhadores viviam nestas condições há cerca de um ano. A maioria deles estava no local há três meses. O pagamento e o retorno das vítimas às cidades de origem no Paraguai foram feitos nesta quinta-feira (9). Antes disso, os trabalhadores estavam acolhidos em uma Casa de Passagem. O pagamento foi feito por uma empresa do setor, que não tem relação direta com a exploração dos trabalhadores, mas que colaborou para garantir o retorno deles ao país de origem. O acordo foi sigiloso. As investigações continuam a fim de responsabilizar o arregimentador paraguaio. LEIA TAMBÉM: Agressão: Pai que chutou filha de três anos é preso Violência contra mulher: Vizinhos ouvem gritos e tentam salvar mulher enquanto ela é morta pelo companheiro dentro de casa trancada Final feliz: Noivo sofre acidente a caminho do casamento, sobrevive e cerimônia que seria ao pôr do sol acaba iluminada por faróis de carros dos convidados Liberdade das vítimas era restrita e as saídas da casa deveriam ser comunicadas ao arregimentador MPT Denúncias Casos de trabalho análogo à escravidão podem ser denunciados de forma anônima e segura por meio do Sistema Ipê, disponível online. Acesse neste link A plataforma foi lançada pela Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), e integra as ações permanentes da Auditoria-Fiscal do Trabalho no enfrentamento ao trabalho escravo contemporâneo. VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.